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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Ponto de interrogação ?


Sou um ponto,
mas também uma ponte.
Sou um laço,
 mas também muro.
Sou abraços,
imaginados na canseira dos dias,
desfeitos no aconchego da alma,
refeitos nas memórias distantes.
Sou aguarela,
desfeita pelas vicissitudes da vida.
Sou brasa indelével, tornada tição...
Sou nas memórias distantes,
contradição
Sou eu, sim...
Sou ainda um ponto de interrogação
?

domingo, 16 de agosto de 2009

Aparente glória

Soletro as letras do alfabeto
e com elas construo castelos,
edifico meu secreto desejo,
que no sonho antevejo
e que ao acordar perco,
qual espuma diluida
em transplantes d'açafrão,
sem direitos, sem perdão.
Soletro as letras do alfabeto,
e no sonho do amor,
recupero o sabor
das palavras que proferes,
com enebriante calor.
Esqueço a dor,
ultrapasso a solidão,
envolvo-me no olhar,
ouvindo tua canção
de embalar.
As palavras coincidem
com o desejo e o sentir,
do querer conciliação,
de te ter um dia,
por companheiro paixão.
Realizo as palavras
no inferno da ilusão,
imagino as andanças
no desprazer que convive
com a intensa convicção
de me saber memória:
Pura contradição
de aparente glória,
metáfora sedução.

Bem vindos!

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