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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Analyse - Tom Yorke

Thom Yorke - Analyse (tradução) Lyrics @ LyricsTime.com

terça-feira, 6 de abril de 2010

Utopia

Suspensa em etérea espera,
de inesperada lambra
em aconchego improvável,
desacerto acertado,
sem culpa ou mácula,
ou controvérsia consciência
de ser e acontecer
sou, sem lei, utopia.
Com inolvidável esperança
no inteiro desapego do dizer,
com o desejo incontornável
do querer que transborda e se anula,
no vazio da verdade que se inventa,
segue imberbe o tempo,
deslavado trapaceiro,
escondendo os segundos
e os silêncios,
na ilusão do possível,
num inviável esteio, requerido,
em inegável enleio,entretecido.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Palavras e tempo

Na música te escondes de dia,
como as palavras (nostalgia),
nos silêncios se concentram,
de tempo e lamentos.
Do tempo das palavras
que se transformam, imberbes,
no deslindar do encontro,
na (consentida) avenida,
de vida e de saudade, vivida.
De tempo com tempo
na presença da memória,
cuja ausência determina a aurora,
do nosso amor, agora.
Celebração de abraços
nos amassos devassos que nos ofertámos,
desejos sedentos,
de esperas e quimeras inebriados.
Alentos que intensificámos.
Palavras ao vento,
poesia e tanto.
E sempre lamentos, palavras e tempo...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Arritmias de inverno

Dolente, na demência insane
do corrupio natalício,
espreito as horas
na azáfama do tempo que corre
e se esconde, em transe,
no frenesi stressante dos ponteiros,
do relógio, seu amante,
qual querer esvoaçante
que se envolve de rompante,
e se escusa acontecer...
Sorri o tempo na desgraça
da soleira do seu casulo.
E impune, sem arte, passa,
devagar e com chalaça,
inane ou desatento,
largando as âncoras ao vento,
ao largo, num instante,
em descargo de consciência...
Sai de mansinho o matreiro,
desdenhoso e zombeteiro,
trajando desusado fato,
escondendo as fantasias
tornadas então agonias,
de exuberante repasto,
num inferno de desgaste.
Ah como são duras e frias
estas invernosas arritmias...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O tempo...

O tempo voa, sem descanso
embora no remanso de ser,
convoque nostalgias
de memórias fugidias
de um tempo por acontecer.
Enquanto esconde, nos silêncios,
os desejos incandescentes,
voa lesto de saudade
e de vontade de viver.
De permeio, desnuda o seio
dos afagos envergonhados,
cristalizados,
na memória do sentir...
Se, quando morrer, puder ter
um momento apenas meu,
quererei pensar de novo
nesses laivos de prazer
sonhando-os num todo,
como estando a acontecer,
ainda e sempre, amor...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Saudades II

Saudades do tempo
E de outrora.
Do sabor da vida,
Nu, fresco sumo d’amora.
Chocolate quente,
Canela e sol ardente…
Sorriso largo, faminto
Espreitando a primavera.
Saudade de amante
No ventre da espera.
Silêncio retumbante,
Numa praia distante,
De insane quimera.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Que importa o tempo?!...

Neste estuário de margens
em que me espraio feita gozo,
colocando de lado a razão,
na reinvenção do fogo fátuo
que emerge do vulcão em erupção,
que fecunda o sentir,
dificilmente me controlo
e em vão me ignoro como querer,
feita acordes musicais,
campainhas e sinais,
que se escondem ao entardecer,
num aviso de subsistência
básico, essencial,
instintivo: permanência...

Quanta tristeza assimilada,
por pequenos nadas, desencadeada,
provocando tempestades tenebrosas,
desenhadas nas afrontas espantosas,
que engulo em cada porvir
e a que herculeamente,
procuro resistir, a cada instante...

Por quanto tempo?
Que importa o tempo!...

quinta-feira, 5 de abril de 2007

O valor do tempo

"La perspectiva temporal
es un criterio eficaz
para poner en el lugar debido
aquello
que nos sucede.
Darle tiempo al tiempo.
Pensar que no todo
se circunscribe al minuto preciso del hecho.
La vida sigue, las personas siguen.
Los hechos traen consecuencias, a veces imprevisibles."

Miguel Ángel Santos Guerra

domingo, 25 de março de 2007

Passa o tempo, lentamente...

O calendário anda lentamente,
tresloucado, avança pacientemente,
pelos cantos recatados dos dias,
suportados nos corredores horários,
concentrados em minutos e segundos,
que reflectem outros voos,
outras escolhas potentes,
capazes e confidentes,
de ser, em cada novo evento,
novos amores...

E, eu rebento em desespero,
concentrada na minha dor,
à espera de dias melhores...

Destituida de querer,
apenas me sinto enlouquecer,
na jornada lúcida opressora
cansada da luta constrangedora
com que diariamente me confronto...

Tenho medo de não ter tempo
para te amar intemporalmente...

Bem vindos!

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