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domingo, 27 de dezembro de 2009

Soneto VI

"Todo en mi vida es un presentimiento.
Soy como hoja medio desprendida
Que ya la agita, sin llegar el viento;
Una hoja temblorosa y conmovida.
Amo, sin verla, clara imagen pura;
Y mis ansias, mi angustia y mi tristeza,
Sólo escupen y buscan en la dura
Realidad de la vida a la belleza.
Yo sabré quién espera y quién llama,
Animando el misterio y escondida,
Cuando esta fiebre que a mi ser inflama,
Ciña, por fin, la forma apetecida.
De amor humano hacia el amor divino,
Voy labrando, sin tregua, mi camino."


Pedro Prado
POETA CHILENO

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Despida de emoções

Engoli as paixões.
Contentei-me com as ausências.
Imaginei carícias enquanto
fantasiei jogos de sedução.
Proporcionei consolação.
Prolonguei, prometi-me a lua...
Sujeitei-me a amar distâncias,
a viver embriagada,
embrenhada em exigências de trabalho,
que a um tempo alienam e realizam...
Sou aqui e agora,
despida de emoções,
feita de cansaços,
das ausências dos abraços,
da falta do ombro largo,
recanto, âncora de afagos,
regato balsâmico de laços...

Idealizo favos de mel...

quarta-feira, 7 de março de 2007

Memórias...


Aroma de cetim.
Intenso, cheiroso,
igual a outros idos,
a um tempo fresco e quente...
Outro de outrora: doce e meigo,
presente no olhar profundo,
actuante no sorriso claro...
Tem cheiro a Fevereiro...

Como as memórias se atrapalham
e se refazem avidamente,
num frenesim de sensações,
que os cheiros desencadeiam,
lembrando tentações,
emergindo sentimentos,
irrompendo emoções...

Quanta frustração também,
esse cheiro a ti, desprende,
na presença partilhada,
sem rodeios, nem anseios,
no encontro desencontrado,
ininteligível, inusitado, indizível...

Quanto tempo viverei ainda a ilusão,
a esperança, o sonho, a paixão?!

Bem vindos!

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