Mostrar mensagens com a etiqueta Mágoa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mágoa. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Mágoa

Quando a mágoa
se instala,
como uma ausência,
uma ânsia,
de lágrimas a escoar
 a tristeza do ser,
os olhos alagam-se,
o corpo retrai-se,
a alma encolhe...

Sentir que o respeito,
o valor universal,
o querer incondicional,
se afundam,
se amarrotam e descartam
ao mínimo desaire,
ao minúsculo estorvo,
constrói a angústia no peito.

Desvario. O silêncio é presente
num desespero  incessante.

Tudo não passa
de conversa fiada,
de palavras ocas lançadas ao vento, ~
de rugosas superfícies
onde transparecem os nódulos,
os sulcos, as rugas, as fendas...


Como ultrapassar a mágoa?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Arco-Irís Desfeito

Idiota, sim! Porque acreditei,
no eco de um amor distante,
que vislumbrei,
vivo, presente, excitante...
Há mágoa no léxico emocional
das ilusões mal geridas,
de negociações falhadas,
de referentes perdidos,
de sonhos incompreendidos...
Há mágoa no sentir violento,
no vazio que ficou
dum desejo mal contido,
dum rio que já secou...
Do nada, surge o silêncio.
Irrompe descontrolado,
de distâncias indomáveis,
de contextos inabaláveis,
de ausências incontornáveis.
Vem de mansinho a suspeita
que à mingua de falar,
já não tem assunto
e sorrateira, já espreita,
como um tormento,
com ganas de rompimento...
O soluço aperta o peito
num arco-irís desfeito,
num desencantado lamento.
Entrecruzam-se as dores,
pontilham-se os desamores...

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Mágoa contida, chorada...

Ouço o silêncio metálico
de pensamentos recorrentes,
disfarçados de ideias,
brilhantes, luzentes,
que escondem o desejo
ausente, distante...

Densas e insistentes,
as lágrimas enfarpeladas,
cristais de mágoa sentida,
escondem a humilhação,
de me saber preterida,
destituída de futuro,
sem ter um porto seguro
que imaginei consistente.

Indiferente ao porvir,
tenho vontade de nada
sufocante e grávida,
que me envenena e me destrói,
cuja melancolia profunda,
preservera e me anula,
conjugando a exaustão,
o desconforto de me saber
sem bálsamo suavizante,
prazeiroso, amaciante...

Quis ser de novo,
viver outra forma de ser,
outra paixão maior,
e a perda em meu redor,
castrou meu íntimo força
e com ele a segurança
de me saber válida, confiança...


Com vagares de enleio
humilhada e sem freio,
sinto de novo o anseio,
de socumbir ao relento,
procurando que o vento
lance as sementes no jardim,
e me "ressuscite" de mim.
Mas, sem ti no horizonte,
duvido do deste meu norte...

Perdi-me ao navegar,
divagando em turvas águas,
perdi-te ao espreitar,
para novas oportunidades...
Choro forte essa mágoa!...
Canto, triste, o entardecer.
Porém, sonho a hora de te ver,
esperando ainda o acontecer...

Bem vindos!

Arquivo do blogue