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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Amor prometido...

Sonhos brancos de horas profundas,
lentas e majestaticamente caladas,
nos interstícios das memórias
de um recovery imaturamente sonegado.
Enganos feitos de beijos sensuais e ardentes,
de vontades imorredouras
e desejos de noites de volúptia infindável.
Vasilhas de escombros,
destroços dos caminhos percorridos,
das canções de amor,
em cântaros de Pandora
encerradas feitas mimos de embalar,
ternuras inusitadamente desveladas.
Corações desfeitos nas balbúrdias das vielas,
nos becos outrora vividos,
como espaços de ingénua esperança.
Sorrisos desenhados
em olhares promissores de felicidade,
em posturas grávidas de alentos protetores
e adolescentemente adorados.
Quês e lês dum amor prometido,
com profecias de futuro e de realização conjugal.
Tudo amado e perdido...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Teço teias de fantasias

No etéreo presente do meu diário
reencontro os abraços ora desfeitos,
perpassando nas palavras proferidas.
Teço teias de fantasias,
nos cantos da mansão
em que escondo meus anseios.
Reconheço nos silêncios
apenas cansaços da ausência dos abraços.
E nas desfolhadas páginas brancas,
encontro versos de amor
em espera inventada, desgastada.
No segredo do meu ser transido,
vislumbro-te em cada esquina do meu corpo,
como se fosses mais do que uma ilusão.
Escrevo-me, pincelando penumbras.
Reencontro a fimbria do desejo,
de reconhecer-te real, ainda,
para além do meu imaginário...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

domingo, 17 de maio de 2009

Ruiu o sonho...

Meu coração inclina-se
para o frio matinal
que se afirma,
no cansaço das palavras.
Atiradas de arremesso,
cruas, inesperadas,
foram punhais,
mais que pedras banais
ferindo de morte
o norte expectante,
num mote dançante,
de um sonho sedutor
que quis indolor.
Moribundo este querer,
desata outros nós,
então aprisionados...
A dúvida chegou logo,
e a confiança esbarrou
na muralha das palavras,
pela crueza do dizer,
na secura do agir,
com descrença no sentir,
sem certeza do querer,
ruiu o sonho,
confunde-se a vida,
perdeu-se a esperança.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Superação...

O filtro com que vejo a vida,
dá-me o disforme,
o não organizado...
Troco o humor e observo:
o mundo reflecte-se,
dominando o preto e o branco...
O medo inibe-me:
não contemplo o arco-íris...
A insegurança assusta-me,
impede o vislumbre
da claridade das cores...
Descubro, consciente
o mote da revolução do eu!...
Defino-me, qual fénix renascida,
destacando minha ambição:
serei superação de mim mesma,
eis o meu objectivo de vida,
minha defesa...

sábado, 9 de junho de 2007

Love it self

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Crazy (?)

(Re) Iniciar (?)



Dire Straits - So far away

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Meu bálsamo, meu anseio ...

Ver-te, por instantes,
breves que sejam,
é um tranquilizador
um bálsamo que anseio,
mas que me retrai e me confunde,
meu encanto que é um sonho
sonhado feito pesadelo...

Estou começando a ser feliz,
na infelicidade de estar só,
na distância que se adensa,
no silêncio que se amontoa
nos interstícios que me envolvem,
e me comprimem internamente...

Sossegada sim,
no degredo de me saber,
sem o teu desejo,
que já não sinto,
que já não vejo,
num desassossego inglório,
frustrado, quebrado...

Procuro cada vez mais,
compreender alguns sinais,
para melhor aceitar,
designíos que não quis,
segredos que não percebi,
soluções que não procurei,
soluços que não controlei...

Silencío o meu lamento,
no insuportável tormento,
de não te reconhecer parceiro,
de não te sentir companheiro...

Liberto a minha dor
deste sentir traidor,
a que não consigo resistir,
porque me dói e me alucina,
e num suplício me aniquila
este amor que não definha...

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Sonho de Abril



Foi sonho de um Abril,
faz algum tempo já...
Foi um sonho, lindo!
Ainda vivo, ainda intenso,
feito arco-íris de cristal...
Em Abril, que Abril renasça,
e se reinvente de frescura
e aroma de Primavera...
Em Abril, que o sonho se retome
e se redefina com clareza,
como a luz do amanhecer:
Fresca. Segura. Serena. Balsâmica.
Que esperanças e desejos
sejam reafirmados,
presentes conquistados...

domingo, 22 de abril de 2007

A espera adiada e a vida suspensa

Viver o frenesim da espera adiada,
é construir castelos de espuma
na avalanche da vaga oceânica,
na vida entretanto suspensa,
entre parêntesis colocada.

É semear inúmeros grãos
de ofuscante e fresca luminosidade,
tornados efusivo movimento,
puro desejo de liberdade.

É lutar contra a corrente,
encetar batalhas inconsequentes,
fruto de brigas inconsistentes
que a consciência se auto-impõe,
em detrimento da seren(idade),
que a autor(idade)pressupõe.

É viver no fio da navalha,
esperar o tudo e o nada,
em cada dia de agonia,
e de esperança truncada,
mas ainda viva, reafirmada.
Eis-me (ainda) presa a um sonho
a um ideal de realização,
a uma esperança diáfana,
à certeza de que o amor
é verdade sublime,
é eterno bem-querer,
é abnegação total,
é acreditar para além do possível,
muito para lá do visível,
do âmbito do indizível...

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Sonho, melancolia...

Nos artefactos disfarçados,
deixados em desalinho
envoltos em dedicação;
Nos tons aconchegantes
que reinvento
quando, em cada momento,
relaxo em teu amplo abraço
que me envolve e me aquece;
Nas veredas redesenhadas,
de acordes, sintonias,
reflexos de outras vidas;
Nas conversas repetidas
de razão e desrazão,
que retornam ao âmago
do sentido não dito,
para não ser conflito,
interno e externo, predito;
Sou deslize e atrevimento
que expresso num lamento,
de serena e profunda afeição;
Seiva branda em movimento,
sou devir, saudade, aceitação,
encantamento que inebria
arrebatando a razão,
que se inunda e me confunde,
ensombrando o coração...

domingo, 1 de abril de 2007

Circo(?) - Lembrança de outrora...



Circo?
Antes lembranças de outrora ou
de como as marcas do tempo
nos acompanham pela vida fora...
A vida, é também memória
feita percurso, história...
Quem pudesse voltar atrás
para viver de novo,
com outros olhos,
este e outros amores!...

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Sonho Adiado


Em suspenso, como que presa,
como se pudesse enlear-me mais,
sinto a indecisão da escolha...
Fechar o ciclo,
aberto, faz tempo,
concluí-lo, encerrá-lo,
virar costas, ir em frente,
obstruir o sonho,
aprisioná-lo nas entranhas do tempo,
barrá-lo confundindo-o,
para poder soterrá-lo e esquecer...

Mas, na ilusão da espera,
no desassossego do sentir
prenhe de esperança,
na ambiguidade do possível,
irrompe o desejo abrasivo,
em volúpia orgástica esvaída,esvaziada
no deleite solitário,
nostálgico, cristalizado...
Perplexa, vacilante, hesitante,
quedo na expectativa de realização,
deste Sonho meu adiado...

domingo, 7 de janeiro de 2007

Foi assim, então...



Não tenho talento para escapar da mediocridade das rotinas e do efeito das mesmas
sobre os (des)encantos vividos.

Sorvo as neblinas matinais das manhãs nostálgicas em que relembro/revivo e não esqueço. Não te esqueço!...

Ressacada e infeliz pela revolta de um sentir sem retorno, ainda deixo escapar uma lágrima teimosa e roliça.

8 de Dezembro de 2006 19:24

Bem vindos!

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