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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Desaire...

Desaire. Desatenção. Desilusão.
Desencanto. Desalento. Desamparo.
Surpresa: decepção...
Equívoco. Frustração.

sábado, 25 de julho de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Arco-Irís Desfeito

Idiota, sim! Porque acreditei,
no eco de um amor distante,
que vislumbrei,
vivo, presente, excitante...
Há mágoa no léxico emocional
das ilusões mal geridas,
de negociações falhadas,
de referentes perdidos,
de sonhos incompreendidos...
Há mágoa no sentir violento,
no vazio que ficou
dum desejo mal contido,
dum rio que já secou...
Do nada, surge o silêncio.
Irrompe descontrolado,
de distâncias indomáveis,
de contextos inabaláveis,
de ausências incontornáveis.
Vem de mansinho a suspeita
que à mingua de falar,
já não tem assunto
e sorrateira, já espreita,
como um tormento,
com ganas de rompimento...
O soluço aperta o peito
num arco-irís desfeito,
num desencantado lamento.
Entrecruzam-se as dores,
pontilham-se os desamores...

sábado, 29 de novembro de 2008

VIII - Quase

"Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além
Para atingir, faltou-me um golpe de asa ...
Se ao menos eu permanecesse aquém ...

Assombro ou paz ? Em vão ... Tudo esvaído
Num grande mar enganador d´espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor ! - quasi vivido ...

Quasi o amor, quase o triunfo e a chama,
Quasi o princípio e o fim - quasi a expansão ...
Mas na minh´alma tudo se derrama ...
Entanto nada foi só ilusão !

De tudo houve um começo ... e tudo errou ...
- Ai a dor de ser-quasi, dor sem fim ...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou ...

Momentos de alma que desbaratei ...
Templos aonde nunca pus um altar ...
Rios que perdi sem os levar ao mar ...
Ânsias que foram mas que não fixei ...

Se me vagueio, encontro só indícios ...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos d' heroi, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios ...

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí ...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi ...


Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe d´asa ...
Se ao menos eu permanecesse aquém ..."


Paris 1913 - maio 13
Mário de Sá-Carneiro
Poemas Completos
Edição Fernando Cabral Martins
Assírio & Alvim 2001

segunda-feira, 19 de março de 2007

Não Acredito Mais...


Ódio, não sinto...
Apenas desilusão,
tristeza e desencanto.
A raiva, essa é do tamanho do mundo,
por este estúpido sentir,
por esta sangria desatada,
que o descompassado coração,
reflecte quando em ti penso,
e relembro outras horas,
de acordos e promessas,
de cumplicidades e desejos,
realizados em beijos,
de sedutor sentimento...
Eram cheiros e sabores,
derimidos por amor,
num Fevereiro qualquer,
desses idos, reflectidos,
desejados e esquecidos...
Tamanha raiva ainda dura,
por mais que tua doçura,
seja às vezes ambigua,
e pareça superior...
Não acredito mais em ti.
E, nem em mim e no mundo:
tenho dias de alguma valentia...

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Desalento...


Desatino é o que sinto,
perante este destino, meu,
que desencadeia risota e cochichos,
ora escondidos, ora escancarados,
insidiosos, venenosos...
Falta a coragem da assunção,
a certeza da razão ou desrazão,
a segurança da opção sensata...

Dói a solidão da luta inglória;
o desassossego perante o ideal,
desconexado do real;

Dói o consequente devaneio
de quem crê num amanhã melhor...

Dói o (des)conforto da frustração,
o (des)alento do desejo,
o engodo da sedução...

Dói a ansiedade e o conflito,
o agridoce paradoxo inscrito,
na página deste meu (per)curso
em busca do crescimento,
em sucessivas etapas de comprometimento.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Cinzento ser...


Teu rosto dolorosamente cansado,
denota algo diferente
do que sempre manifestou...
Senti haver desencanto,
ou desalento contido,
de tanto, tanto investir...

Quisera ser afago terno,
abraço reconfortante de
energia em livre espaço
de renovação e partilha...
Apenas sou cinzento ser,
de saudade ao entardecer.

No horizonte, sou o pôr de sol,
o escurecer do dia,
que traz a solidão da noite,
o pesadelo do sonho...

domingo, 7 de janeiro de 2007

Foi assim, então...



Não tenho talento para escapar da mediocridade das rotinas e do efeito das mesmas
sobre os (des)encantos vividos.

Sorvo as neblinas matinais das manhãs nostálgicas em que relembro/revivo e não esqueço. Não te esqueço!...

Ressacada e infeliz pela revolta de um sentir sem retorno, ainda deixo escapar uma lágrima teimosa e roliça.

8 de Dezembro de 2006 19:24

Bem vindos!

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