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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Desatino insuportável

Violentado em cada instante,
num sufoco mal contido,
num grito silenciado
na história dos filhos,
irrompe,
no ser dilacerado
a angústia depressiva
envolta em indiferença,
levemente suposta,
manifesta em sentença...
Encolhido num corpo nu,
desbotado e amarrotado,
confunde-se o ser
num cru parecer...
Irremediável padecer
que em cacos implode
e em fragmentos comove
as áreas do seu condado,
as veredas do casão.
Estilhaços escaqueirados
de desejos maltratados,
em infindável tentação,
uma fuga mais que abrupta,
desta vida devoluta,
de estranha solidão.
Má escolha? Punição
que tolhe e embaraça,
pela falha que ameaça,
sofrimento, desrazão...

quinta-feira, 1 de março de 2007

Uma ponte para a outra margem...


A tristeza do sentir,
em mágoa de existir,
sofrida, sentida, chorada...
Quanta frustração,
naquele pranto liberto,
pela perda de um ser,
sem que a razão prevaleça,
justificando o perecer...
Não resisti ao sofrimento,
quando na pele dos entes queridos,
vislumbrei o nojo,
e chorei o sentimento de vazio,
a agonia do luto,
o desespero da aceitação...
Se é difícil perceber
o sofrimento do outro,
quando não vivenciado,
Deus meu que angústia será
aceitar perder alguém,
que é nossa razão de ser...
Não concebo o vazio sentido,
por tamanha perda...
Apenas imagino com horror,
o grito de silêncio,
preso na garganta,
o sofoco da angústia,
o desespero da impotência...
Aceitação?!...
Apenas se vista como etapa:
Uma ponte para a outra margem...

Bem vindos!

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