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domingo, 27 de dezembro de 2009

Soneto VI

"Todo en mi vida es un presentimiento.
Soy como hoja medio desprendida
Que ya la agita, sin llegar el viento;
Una hoja temblorosa y conmovida.
Amo, sin verla, clara imagen pura;
Y mis ansias, mi angustia y mi tristeza,
Sólo escupen y buscan en la dura
Realidad de la vida a la belleza.
Yo sabré quién espera y quién llama,
Animando el misterio y escondida,
Cuando esta fiebre que a mi ser inflama,
Ciña, por fin, la forma apetecida.
De amor humano hacia el amor divino,
Voy labrando, sin tregua, mi camino."


Pedro Prado
POETA CHILENO

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Que é dos sonhos e dos laços?

O vento perpassa lesto,
em redemoinhado desacerto.
Fraquejo.
Há desalento no esconso ser
da espera, vazio.
Anseio o beijo que ateie a chama,
ressurgindo dos escombros,
das esperanças vãs,
qual fénix renascida,
em todas as manhãs,
formosa.
Desperta pela aurora
no berço das horas,
no silêncio das sombras,
lamentos...
Perdida a ilusão,
com o ego no chão,
a verdade da vida afirma-se,
na certeza da inevitabilidade
do cansaço,
feita imensidão e estilhaços...
Que é dos sonhos? Que é dos laços?

domingo, 8 de novembro de 2009

Instantes mínimos...

“Escreverás meu nome com todas as letras, com todas as datas, e não serei eu. Repetirás o que me ouviste, o que leste de mim, e mostraras meu retrato, e nada disso serei eu. Dirás coisas imaginárias, invenções subtis, engenhosas teorias, e continuarei ausente, Somos uma difícil unidade, de muitos instantes mínimos, isso serei eu." (Cecília Meireles)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sonhos volantes

Em vão procurei
uma marca de ti
na noite fresca de verão,
na parda memória
do ser que se evita,
do acontecer que se espevita
e se manifesta em contrastes,
de estar permanentes,ausentes
e valentes de angustia e medo.
Em sentir e degredo,
procurei-te no escuro,
no veludo mais puro,
no cinzento do asfalto,
no aconchego da voz.
Encontrei o cansaço,
o lamento
de um jogo inglório,
de dever e silêncios
e arremedos de ser.
E cantei-te, e sonhei-te,
e senti-te,
mas, distante...
Eterna dinamite
de um coração em transplante,
em indómito devir,
de um ser andante.
Quimera de azuis farsantes,
e vermelhos deslumbrantes,
enm vazios contrastantes,
de sonhos volantes,
confiantes,constantes.
Qurer cortante, errante...

Bem vindos!

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