Mostrar mensagens com a etiqueta Afectos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Afectos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Vigílias


ESCREVO-TE A SENTIR tudo isto
 e num instante de maior lucidez poderia ser o rio
as cabras escondendo o delicado tilintar dos guizos nos sais de prata
da fotografia
poderia erguer-me como o castanheiro dos contos sussurrados junto
ao fogo
e deambular trémulo com as aves
ou acompanhar a sulfúrica borboleta revelando-se na saliva dos lábios
poderia imitar aquele pastor
ou confundir-me com o sonho de cidade que a pouco e pouco
morde a
sua imobilidade

habito neste país de água por engano
são-me necessárias imagens radiografias de ossos
rostos desfocados
mãos sobre corpos impressos no papel e nos espelhos
repara
nada mais possuo
a não ser este recado que hoje segue manchado de finos bagos de
romã
repara como o coração de papel amareleceu no esquecimento de te amar

 (AL BERTO, 2004, p. 49).


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Por favor...

Por favor, não me analise. Não fique procurando cada ponto fraco meu. Se ninguém resiste a uma análise profunda, quanto mais eu... Ciumento, exigente, inseguro, carente todo cheio de marcas que a vida deixou. Vejo em cada grito de exigência um pedido de carência, um pedido de amor.Amor é síntese é uma integração de dados. Não há que tirar nem pôr. Não me corte em fatias, ninguém consegue abraçar um pedaço. Me envolva todo em seus braços e eu serei o perfeito amor.

Mário Quintana

domingo, 13 de maio de 2007

Mudanças...


Mudança suposta.
Desejada, definida.
Inscrita, afectiva...

Desgaste estrutural,
confusão hormonal:
vontade de abismo...

Ontem, hoje de novo,
o segredo do desejo,
o silêncio do desgosto...

Cansaços. Desacertos.
Agonia ressurgida
na revolta formigada da paixão...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Acreditar

As aprendizagens não são nunca lineares, nomeadamente as aprendizagens relacionadas com as atitudes e os valores e, por isso, podemos recriar, num bom ambiente, isto é, num clima propício, novas situações de aprendizagem para a vida e a integração/inserção social do jovem.

Tal porém tem de ser construído. No entanto, penso que teremos de procurar criar sempre momentos de aprendizagem em contextos de verdade já que ela é um passo necessário para a esperança e, a esperança é o guia, por excelência, do ser humano. É o seu "norte" porque a esperança se constrói através da procura da verdade, havendo uma relação estreita entre as duas.
Michel Quint refere: “sem verdade, como pode haver esperança?” e, na mesma linha de pensamento, também Maria Zambrano proclamava a necessidade de olhar a realidade através da luz da verdade como fonte de esperança. Ora, esta relação deve ter a sua correlação no campo educativo.

Para se conseguir esta correlação no campo educativo, é necessário que se desenvolva uma alfabetização afectiva – a educação das emoções como mecanismo para facilitar a segurança e a confiança em si próprio, como passo prévio para desenvolver a esperança e a confianças nos outros.

A dimensão afectiva está sempre presente, directa ou indirectamente, em qualquer relação educativa, deixando a sua marca, em menor ou maior grau, nas possibilidades de aprendizagem. Mesmo quando a afectividade e a ternura estão ausentes manifesta-se sempre uma determinada relação afectiva que pode ser de ódio, medo ou rejeição....

No entanto, sabemos também que a diversificação metodológica e a introdução de determinados conteúdos, contribuem para uma maior probabilidade de êxito nas aprendizagem.

É por tudo isto que labuto e me esforço quotidianamente. E, dou conta que, realmente, vale a pena...

Bem vindos!

Arquivo do blogue