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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Estranha lucidez

Sei-te nas veredas do mau(meu?) tempo,
apesar de ensolarados desejos
de permanecer esperança.
Neste espaço nu,
carente de aconchego,
(re)visito-me vestindo arrogância,
e num desvelo de maturidade,
transpiro laivos de fraqueza
imbuídos de espontaneidade.
Autênticidade? Não. Não sei...
Talvez apenas fugacidade do ser
que em pleno amanhecer
desfalece de saudade
e se afunda em vontade de mudança...
Escolhi esta vida, em tempos.
Hoje odeio ter de a viver
confrontada comigo mesma,
e com os ecos
da minha memória, insolente.
Cegueira. Surdez. Demência(?)
Estranha lucidez, vã glória
de caminhar direita ao abismo,
guiando-me sobre o fio da navalha,
em busca de um mar acolhedor:
sereno na sua imensidão,
forte para o meu desnorte...

domingo, 22 de março de 2009

Infância revisitada

Valho como ser que ama
mais do que como ser que pensa.
Valho para a realização imensa
da viva chama incandescente
que em meu peito acendeste,
alimento de um viver
cuja simplicidade reclama
o sonho de ser mulher...
Denotando-se a esperança
dum profundo querer,
profuso amanhecer de luz,
bendita alma distinta,
sonhada na genética do meu ser,
no silêncio do meu eu,
no eco da minha memória simples
da infância "revisitada",
estagnada, ingurgitada.
Infame absinto:
Metáfora de um labirinto medonho...

domingo, 29 de abril de 2007

Sem tempo, sem nada...

E Abril findando está
sem que mudanças ocorressem
e se vislumbrassem nuances,
nos procedimentos, nas acções...

Resistir ao azedume da desilusão,
procurando soterrar o sentir,
é agora a única preocupação,
o caminho novo a seguir,
para verdadeiramente crescer...

Vem aí o Maio da decisão,
da escolha de caminhos
que me levem à realização,
para sair da loucura
que me aperta o coração
e ensombrece minh'alma...

Novamente numa encruzilhada
eis-me sem tempo e sem nada...

Cansada já de resistir
à tentação da distância,
pela metáfora da esperança
que teima em se esconder
no vaso de Pandora,
receio ter de enfrentar
com seriedade e rigor,
a vantagem de partir,
largar tudo: fugir?

Será essa a solução
para não desiludir,
para me reencontrar
no silêncio da solidão,
e na recolha interior?...

E, por que não?!...

Bem vindos!

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