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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Amor prometido...

Sonhos brancos de horas profundas,
lentas e majestaticamente caladas,
nos interstícios das memórias
de um recovery imaturamente sonegado.
Enganos feitos de beijos sensuais e ardentes,
de vontades imorredouras
e desejos de noites de volúptia infindável.
Vasilhas de escombros,
destroços dos caminhos percorridos,
das canções de amor,
em cântaros de Pandora
encerradas feitas mimos de embalar,
ternuras inusitadamente desveladas.
Corações desfeitos nas balbúrdias das vielas,
nos becos outrora vividos,
como espaços de ingénua esperança.
Sorrisos desenhados
em olhares promissores de felicidade,
em posturas grávidas de alentos protetores
e adolescentemente adorados.
Quês e lês dum amor prometido,
com profecias de futuro e de realização conjugal.
Tudo amado e perdido...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O tempo...

O tempo voa, sem descanso
embora no remanso de ser,
convoque nostalgias
de memórias fugidias
de um tempo por acontecer.
Enquanto esconde, nos silêncios,
os desejos incandescentes,
voa lesto de saudade
e de vontade de viver.
De permeio, desnuda o seio
dos afagos envergonhados,
cristalizados,
na memória do sentir...
Se, quando morrer, puder ter
um momento apenas meu,
quererei pensar de novo
nesses laivos de prazer
sonhando-os num todo,
como estando a acontecer,
ainda e sempre, amor...

terça-feira, 5 de junho de 2007

Excitação...

Bailam no pensamento
as imagens,
fecho os olhos e revivo,
os instantes intensos,
que guardo com ternura,
de encanto retomado,
explosão convidativa,
espasmo e louca deriva,
num etéreo chamamento,
pleno de acontecimento,
de cuja excitação,
de ávida manifestação,
sentida, plena, intensa,
conduz à libertação...

É bom o formigueiro sentido,
o buraco, em suspense, tido,
o galopar do coração,
num frenesim de sesejo,
selado com um beijo,
e a esperança do absoluto...

Ser feliz com a dádiva,
de ao outro se abrir,
força de ânimo suave,
capaz de encher a fonte,
saciando com vontade,
a sede que me persuade
e me destabiliza tanto,
pela construção da distância
que alimenta a nossa ânsia...

Quanto te quero encanto meu
e me preencho com o teu véu!...

Bem vindos!

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