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sábado, 10 de outubro de 2015

Distância e silêncio

Foi bom saber-te com a resistência acutilante de quereres recusar ser mandado pelos filhos. Espero que essa força continue a manifestar-se, ainda que, depois, faças o que eles dizem. Eles estão mais capazes de perceber o que será melhor, por muito que doa (e eu sei que dói)...

Felizmente o esqueleto melhora! E, felizmente também, a cabeça mantém o curso e o desejo indómito mantém-se "aceso" e inalterável. 

Como é bom receber-te assim, inteiro.

Gosto de ti contra o meu peito. Mesmo sem apertar, os abraços gratificam-me da mesma maneira e, se magoam menos assim, vamos abraçar-nos, contra o peito, devagarinho...

De tempos a tempos (nomeadamente quando chego a casa), gosto de descansar a minha cabeça no teu colo. Como saio retemperada depois dessa memória/imaginação!...


Receio a distância e o silêncio...


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Por favor...

Por favor, não me analise. Não fique procurando cada ponto fraco meu. Se ninguém resiste a uma análise profunda, quanto mais eu... Ciumento, exigente, inseguro, carente todo cheio de marcas que a vida deixou. Vejo em cada grito de exigência um pedido de carência, um pedido de amor.Amor é síntese é uma integração de dados. Não há que tirar nem pôr. Não me corte em fatias, ninguém consegue abraçar um pedaço. Me envolva todo em seus braços e eu serei o perfeito amor.

Mário Quintana

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Estulta solidão que me destróis...

Abraço a escolha inconsequente,
pela inglória esperança de ser
outro sentido, no cansaço do sentir
destituído de referenciais,
e de outras coordenadas,
supostamente alteradas,
completamente ultrapassadas,
pela cumplicidade prometida,
em sorrisos de ambiguidade,
ora demasiado atrevidos,
ora altamente recatados,
num puro esconde-esconde excitante,
premente de insinuação e desejo
camuflado, indefinido: "(in)assumido"?.

Estulta solidão que me destróis,
em passos aziagos e dementes,
fruto de inexistentes confissões
e de impensadas conjugações,
plenas de indesejáveis tormentos...

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Confissão


Confesso-me:
triste e sem vontade
de me levantar
amanhã de manhã cedo...

Loucura?!...
Mas, também: sofrimento,
solidão, desassossego,
desacerto, saudade, melancolia,
desejo, nostálgia...

Como manter-me em equilíbrio?

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Dói-me a espera ...

Queria ser capaz de perceber
como fazer sem me sobrepor,
sem oprimir ou sufocar,
sem ferir susceptibilidades,
com a garantia de ser apenas eu,
sem constrangimentos e sem mágoas...

Pensando em teu caminhar,
nessa labuta sem freio,
imagino-te cansado, tenso,
desfigurado e em silêncio,
só, apesar de acompanhado
e eu sem nada poder alterar...

Quem pudesse ser grilinho
e lembrar-te de mansinho
que o amor não se desbarata
se queremos um dia,
estar em plena harmonia,
depois de tão vasta bravata...

Hei-de amar-te assim, perdidamente
por tanto tempo da minha vida
que até duvido completamente,
que possa viver sem esta sina,
sem esta razão de ser, simplesmente...

Que loucura é esta minha vida,
este desassossego incontrolável,
que em cada dia me desafia, me aniquila
e me torna insaciável...

Dói-me a espera e a inércia,
tanto quanto o desejo e a distância...

Bem vindos!

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