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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

AMOR


“Não importa a distância que nos separa, se há um céu que nos une.”


Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 29 de setembro de 2015

RETRATO


Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?


CECÍLIA MEIRELES, in ANTOLOGIA POÉTICA

(1963; Nova Fronteira, Brasil, 2001; Relógio D'Água, 2002)

terça-feira, 3 de julho de 2007

Confiar: palavra de ordem

Tudo na vida é dádiva...

Gratidão é o sentimento nutrido
pelas dádivas que foram sucedendo,
especialmente nos últimos anos...

Serenidade é o sentimento face ao futuro.

Confiar, a palavra de ordem
que fez olhar a vida n'outro prisma:
acreditar, é o lema,
esperar, é minha convicção,
intuir, é natureza,
amar, é minha condição...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

segunda-feira, 28 de maio de 2007

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Outras roupagens...


O barulho do pensamento
atropelando o raciocinio,
criando (pre)conceitos,
(pre)posições injustificadas,
fundamento de ocasionais coincidências,
que ora são, ora não são evidências...
São as apostas diferentes que fizeste,
com roupagens antagónicas,
desadequadas e, sem critério,
previamente estabelecidas,
proporcionando desenlaces
inesperados e brutais,
causados na ousadia
de querer ser gente,
à revelia da Autoridade
que ausente se extravia,
por falta de autenticidade.
Desencadeiam-se rumores,
escondidos em anti-valores,
escolhidos e assumidos,
que justificam o injustificável
e permitem o impensável...
De volta a desilusão
no desapego da vida que se inutiliza
em palavreado pensado
reflectindo o sentimento vivido...
Caminho semi-estruturado,
por um querer obnibulado,
num misto de crença perene,
iludida mas também real
na penumbra do desejo,
que se quer realizado...
Retomado o lugar do não ser,
do irreconhecível,
pela desilusão da irrecompensa,
foges do sonho,
tens medo de acreditar,
para não teres de te dar,
escondes o sorriso e o olhar,
nos escritos balbuciantes,
que teimas em apresentar...
Vives, qual lírio frágil,
no deserto das miragens,
rumando ao incondicional
que terás de conceber,
para poderes caminhar,
com o sabor de algum saber...

terça-feira, 27 de março de 2007

Amar é...

Dar sem nada pedir,
confiar, acreditar,
saber esperar,
são ingredientes deste sentir
de que estou imbuída,
são o tempero do amor,
que na magia dos adereços,
reitera laços e afectos...
Amar é sentir sem condições,
incondicional nas emoções,
pela rebeldia da paixão
incomensurável...
Saber amar,
é esperar que os dias
se tornem claros,
os gestos meigos, sinceros,
aceitar que sempre haverá
um amanhã, cuja manhã
será cheia de sol...
Amar é perdoar sempre.
É renovar o sentimento,
na sequência sedutora
de cada sorriso,
na fragrância de um odor,
na certeza do brilho
que o olhar reflecte,
no fascínio de sentir
o coração a galope.
Amar é este sentir
que por ti sinto,
é quebrar quando te vejo,
é sorrir quando recordo...
É também lava incandescente,
e bálsamo refrescante,
é carícia de jasmim,
no recato de um jardim.
Amar é surpresa de Arlequim.

Bem vindos!

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