Mostrar mensagens com a etiqueta Desatino. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desatino. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Desatino insuportável

Violentado em cada instante,
num sufoco mal contido,
num grito silenciado
na história dos filhos,
irrompe,
no ser dilacerado
a angústia depressiva
envolta em indiferença,
levemente suposta,
manifesta em sentença...
Encolhido num corpo nu,
desbotado e amarrotado,
confunde-se o ser
num cru parecer...
Irremediável padecer
que em cacos implode
e em fragmentos comove
as áreas do seu condado,
as veredas do casão.
Estilhaços escaqueirados
de desejos maltratados,
em infindável tentação,
uma fuga mais que abrupta,
desta vida devoluta,
de estranha solidão.
Má escolha? Punição
que tolhe e embaraça,
pela falha que ameaça,
sofrimento, desrazão...

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Desalento...


Desatino é o que sinto,
perante este destino, meu,
que desencadeia risota e cochichos,
ora escondidos, ora escancarados,
insidiosos, venenosos...
Falta a coragem da assunção,
a certeza da razão ou desrazão,
a segurança da opção sensata...

Dói a solidão da luta inglória;
o desassossego perante o ideal,
desconexado do real;

Dói o consequente devaneio
de quem crê num amanhã melhor...

Dói o (des)conforto da frustração,
o (des)alento do desejo,
o engodo da sedução...

Dói a ansiedade e o conflito,
o agridoce paradoxo inscrito,
na página deste meu (per)curso
em busca do crescimento,
em sucessivas etapas de comprometimento.

Bem vindos!

Arquivo do blogue