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terça-feira, 5 de junho de 2007

Excitação...

Bailam no pensamento
as imagens,
fecho os olhos e revivo,
os instantes intensos,
que guardo com ternura,
de encanto retomado,
explosão convidativa,
espasmo e louca deriva,
num etéreo chamamento,
pleno de acontecimento,
de cuja excitação,
de ávida manifestação,
sentida, plena, intensa,
conduz à libertação...

É bom o formigueiro sentido,
o buraco, em suspense, tido,
o galopar do coração,
num frenesim de sesejo,
selado com um beijo,
e a esperança do absoluto...

Ser feliz com a dádiva,
de ao outro se abrir,
força de ânimo suave,
capaz de encher a fonte,
saciando com vontade,
a sede que me persuade
e me destabiliza tanto,
pela construção da distância
que alimenta a nossa ânsia...

Quanto te quero encanto meu
e me preencho com o teu véu!...

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Meu bálsamo, meu anseio ...

Ver-te, por instantes,
breves que sejam,
é um tranquilizador
um bálsamo que anseio,
mas que me retrai e me confunde,
meu encanto que é um sonho
sonhado feito pesadelo...

Estou começando a ser feliz,
na infelicidade de estar só,
na distância que se adensa,
no silêncio que se amontoa
nos interstícios que me envolvem,
e me comprimem internamente...

Sossegada sim,
no degredo de me saber,
sem o teu desejo,
que já não sinto,
que já não vejo,
num desassossego inglório,
frustrado, quebrado...

Procuro cada vez mais,
compreender alguns sinais,
para melhor aceitar,
designíos que não quis,
segredos que não percebi,
soluções que não procurei,
soluços que não controlei...

Silencío o meu lamento,
no insuportável tormento,
de não te reconhecer parceiro,
de não te sentir companheiro...

Liberto a minha dor
deste sentir traidor,
a que não consigo resistir,
porque me dói e me alucina,
e num suplício me aniquila
este amor que não definha...

domingo, 7 de janeiro de 2007

Foi assim, então...



Não tenho talento para escapar da mediocridade das rotinas e do efeito das mesmas
sobre os (des)encantos vividos.

Sorvo as neblinas matinais das manhãs nostálgicas em que relembro/revivo e não esqueço. Não te esqueço!...

Ressacada e infeliz pela revolta de um sentir sem retorno, ainda deixo escapar uma lágrima teimosa e roliça.

8 de Dezembro de 2006 19:24

Bem vindos!

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