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quarta-feira, 4 de abril de 2007

Dizer saudade...

"Vens na tarde
como os amplos ventos vêm
cheios de desconhecido e de países.
Vens como um fumo que se levanta
de qualquer longínquo lar.
Vens, não se sabe de onde:
- Invisível e lenta
como o abrir de uma lágrima,
como a tácita palavra de mistério."

António José Maldonado,
in Futuros ou não, Presença, Porto,1960.

domingo, 1 de abril de 2007

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Cinzento ser...


Teu rosto dolorosamente cansado,
denota algo diferente
do que sempre manifestou...
Senti haver desencanto,
ou desalento contido,
de tanto, tanto investir...

Quisera ser afago terno,
abraço reconfortante de
energia em livre espaço
de renovação e partilha...
Apenas sou cinzento ser,
de saudade ao entardecer.

No horizonte, sou o pôr de sol,
o escurecer do dia,
que traz a solidão da noite,
o pesadelo do sonho...

Bem vindos!

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