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segunda-feira, 4 de junho de 2007

De que vale saber a estrada?...

De que vale caminhar afinal,
se o caminho que traço
a custo,
por entre desvios,
reflecte somente o cansaço,
de avanços e recuos,
arredios,
em clareiras de acção,
vontade de libertação,
de inevitável ansiedade
que não vale a verdade?...

Como é que o sentimento vão,
traduzido em paixão,
se comprime em margens,
de resistentes reservas,
eternas fontes lembrança,
de outras suaves danças,
em afoitos lilazes,
e desertos de aragens?...

Queria valer mais,
ir e não voltar...

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Tenho ganas de partir...

Cada espera de eleição
votada ao desbarato,
no desanuviar dos factos
escusos, esconsos,
são recados mansos:
lúgubres, refractários,
definidos em poemário
de acintoso sofrimento,
num atroz refinamento,
suposto entretenimento...

Renovado o assombro,
parece envolto em véu
cujo procedimento teu
não é redução de escombros...

Quisera até ser autor,
já que actor me confesso,
seria verdadeiro e redutor
a esfinge em pleno reflexo,
brilhantemente multicolor?!
Mas,
seria também tudo muito mais complexo!...

Tenho ganas de partir:
ir sem volta e sem regresso...

Bem vindos!

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