sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Partir...

Se pudesse abandonar o barco,
partir,
num qualquer amanhecer,
ou dourado entardecer
e encontrar-te então,
pleno de emoção
e livre, de peito são,
num vão de qualquer ombreira...
Poderia ser essa a maneira
de me desnortear,
de me reinventar.
Avivaria minha paixão,
que envolta em ilusão
de encanto perdição,
dia a dia me aniquila,
me anula maltrapilha,
feito uma pobre mendiga,
de sentido,
de sabor a sal, a mar...

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