segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Encanto Desencantado

Desencanto. Desilusão. Degenerescência.
A descrença na humanidade, no homem complemento...
Há franqueza nos simples e puros afectos,
sem chãos, nem tectos, nem teias ou cadeias...
São meus pensamentos discernidos,
de memórias concebidos em aromas,
das ameias de castelos d'areia,
suspensos em desejos, sem lamentos...
Recuperar ideias bizarras,
ser o mesmo, sendo outros,
sem grandes ironias, de amarras arredias...
A distância da paixão inglória,
de tempos idos, famintos,
memória triste de insanes galanteios,
que se perdem em gorjeios
de desalentado querer...
É o desalinho dum amor perdido,
num cobarde saber sem sentido
em ignóbil padecer apaixonado,
tão profusamente magoado.
És já tão ténue, meu encanto,
já tão desencantado...

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