Apontamento...
Noto que tudo vai ficando no limbo do depois ou do entretanto, num processo em aberto que escapa tanto à concretização como ao sentido da vida, da existência...
O desejo apaga-se nos silêncios, nas esperas, nas demandas, nos esquecimentos... Esvai-se por entre o presente e a falta, o imperativo e a ausência, a premência e a distância...
O sonho desmantela-se e aperfeiçoa-se na desconstrução inconsciente da fantasia que se esboroa e contamina em laivos de um erotismo renovado e insatisfeito.
É um fado que enfada e entedia os espaços mirrados do existir vagabundo que, sem lei, se emoldura em demência progressiva e espasmódica de contorções orgásticas, corpóreas, que retemperam e destroiem, numa agonia galopante, oprimente...

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