segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Está frio, muito frio...

Está frio, um frio trémulo...
É Dezembro no seu melhor,
preparando o Inverno, com rigor,
num prognóstico inexoravelmente gélido.
Chove ininterruptamente, amor.
A chuva glacial enregela o corpo
fazendo entorpecer, no íntimo,
o espírito que se refugia, louco...
A noite escura e fria,
está numa sinistra agonia.
É o sombrio sentimento
de um lá fora, cá dentro,
sem luz nem aquecimento...
O dia escondeu o ser,
numa consistência molhada,
desconfortável, oprimente,
subjugando laivos flamejantes,
de um sol recôndito, clandestino,
de devotos e tristes amantes...
E, o amanhecer, prestes a nascer,
traz no seio dolorido,
o vazio luzidio do pedraço...
O gelo açambarca o tempo,
no pulsar húmido e lento,
da noite transida, insatisfeita,
em decadente e torpe maleita...
E a frialdade da hora derradeira,
transporta, zurzindo, o vento
que pelas frestas da manhã,
desenvolve tristes sentimentos,
de lúgubres almas geladas,
laçando-as de frias mágoas
e de profundos desalentos...

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