Ruiu o sonho...
Meu coração inclina-se
para o frio matinal
que se afirma,
no cansaço das palavras.
Atiradas de arremesso,
cruas, inesperadas,
foram punhais,
mais que pedras banais
ferindo de morte
o norte expectante,
num mote dançante,
de um sonho sedutor
que quis indolor.
Moribundo este querer,
desata outros nós,
então aprisionados...
A dúvida chegou logo,
e a confiança esbarrou
na muralha das palavras,
pela crueza do dizer,
na secura do agir,
com descrença no sentir,
sem certeza do querer,
ruiu o sonho,
confunde-se a vida,
perdeu-se a esperança.

Sem comentários:
Enviar um comentário