quarta-feira, 17 de junho de 2009

Saudade Premência

O eco metálico do pensamento
ressoa por entre os veios
dum querer feito tormento,
num amar cantado ao vento
de desejo prenhe: Esperança.
São sementes de meus anseios,
que nos vagares de meus enleios
se perpetuam: Lembrança.
Escapam dos poros,
odores,
que reatam os amores
e os sonhos prazenteiros,
duma ilusão...
A vida corre matreira,
levando os dias: Sorrateira.
Embriagando os sentidos,
nos silêncios forasteiros,
belisca a confiança
dos amantes foragidos...
São meus silêncios: Ausência.
Vazio, perseverança,
numa saudade: Premência.

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