Desespero...
É um nó górdio que aperta a garganta.
O estômago e a barriga parecem geleia
em frasco apertado, esconjurado
a lançar limites nas bermas do sentir.
Angústia na certeza do infinito dedilhar
de cordas desafinadas, em tensão,
concretas de adensadas conspirações,
incongruentes e indispostas,
num azedume esofágico incandescente.
O mundo a estoirar nas mãos exangues...
Desespero pela descrença de um dia melhor.
Angústia dum anoitecer de pesadelos pressentidos.
E o nó a estreitar o cerco, a apertar, a fazer doer...

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