segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Acreditar

As aprendizagens não são nunca lineares, nomeadamente as aprendizagens relacionadas com as atitudes e os valores e, por isso, podemos recriar, num bom ambiente, isto é, num clima propício, novas situações de aprendizagem para a vida e a integração/inserção social do jovem.

Tal porém tem de ser construído. No entanto, penso que teremos de procurar criar sempre momentos de aprendizagem em contextos de verdade já que ela é um passo necessário para a esperança e, a esperança é o guia, por excelência, do ser humano. É o seu "norte" porque a esperança se constrói através da procura da verdade, havendo uma relação estreita entre as duas.
Michel Quint refere: “sem verdade, como pode haver esperança?” e, na mesma linha de pensamento, também Maria Zambrano proclamava a necessidade de olhar a realidade através da luz da verdade como fonte de esperança. Ora, esta relação deve ter a sua correlação no campo educativo.

Para se conseguir esta correlação no campo educativo, é necessário que se desenvolva uma alfabetização afectiva – a educação das emoções como mecanismo para facilitar a segurança e a confiança em si próprio, como passo prévio para desenvolver a esperança e a confianças nos outros.

A dimensão afectiva está sempre presente, directa ou indirectamente, em qualquer relação educativa, deixando a sua marca, em menor ou maior grau, nas possibilidades de aprendizagem. Mesmo quando a afectividade e a ternura estão ausentes manifesta-se sempre uma determinada relação afectiva que pode ser de ódio, medo ou rejeição....

No entanto, sabemos também que a diversificação metodológica e a introdução de determinados conteúdos, contribuem para uma maior probabilidade de êxito nas aprendizagem.

É por tudo isto que labuto e me esforço quotidianamente. E, dou conta que, realmente, vale a pena...

Bem vindos!

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