De que vale saber a estrada?...
De que vale caminhar afinal,
se o caminho que traço
a custo, 
por entre desvios,
reflecte somente o cansaço,
de avanços e recuos,
arredios,
em clareiras de acção,
vontade de libertação,
de inevitável ansiedade
que não vale a verdade?...
Como é que o sentimento vão,
traduzido em paixão,
se comprime em margens,
de resistentes reservas,
eternas fontes lembrança,
de outras suaves danças,
em afoitos lilazes,
e desertos de aragens?...
Queria valer mais,
ir e não voltar...

Sem comentários:
Enviar um comentário