Mágoa contida, chorada...
Ouço o silêncio metálico
de pensamentos recorrentes,
disfarçados de ideias,
brilhantes, luzentes,
que escondem o desejo
ausente, distante...
Densas e insistentes,
as lágrimas enfarpeladas,
cristais de mágoa sentida,
escondem a humilhação,
de me saber preterida,
destituída de futuro,
sem ter um porto seguro
que imaginei consistente.
Indiferente ao porvir,
tenho vontade de nada
sufocante e grávida,
que me envenena e me destrói,
cuja melancolia profunda,
preservera e me anula,
conjugando a exaustão,
o desconforto de me saber
sem bálsamo suavizante,
prazeiroso, amaciante...
Quis ser de novo,
viver outra forma de ser,
outra paixão maior,
e a perda em meu redor,
castrou meu íntimo força
e com ele a segurança
de me saber válida, confiança...
Com vagares de enleio
humilhada e sem freio,
sinto de novo o anseio,
de socumbir ao relento,
procurando que o vento
lance as sementes no jardim,
e me "ressuscite" de mim.
Mas, sem ti no horizonte,
duvido do deste meu norte...
Perdi-me ao navegar,
divagando em turvas águas,
perdi-te ao espreitar,
para novas oportunidades...
Choro forte essa mágoa!...
Canto, triste, o entardecer.
Porém, sonho a hora de te ver,
esperando ainda o acontecer...

Sem comentários:
Enviar um comentário