AMOR
“Não importa a distância que nos separa, se há um céu que nos une.”
Carlos Drummond de Andrade
Pensamentos, Sentimentos, Inquietações, Dúvidas, Desafios e ... (tudo o mais que passe pelo meu entendimento e pelo meu coração...)
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Violet
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1/22/2016 11:57:00 p.m.
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Marcadores: Acreditar, Afago, Amar, Anseio, Coração, Paixão, Solidão
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12/08/2015 03:01:00 a.m.
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10/27/2015 11:54:00 p.m.
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Marcadores: Amor, Espera, Esperança, Esperançar, Esperar, Tu
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10/27/2015 11:51:00 p.m.
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Marcadores: Amor, Eu nunca me esqueci de ti
Dois! Eu e Tu, num ser indissolúvel.
Como Brasa e carvão, centelha e lume, oceano e areia,
Aspiram a formar um todo, - em cada assomo
A nossa aspiração mais violenta se ateia...
Como a onda e o vento, a lua e a noite, o orvalho e a selva,
- O vento erguendo a vaga, o luar doirando a noite,
Ou o orvalho inundando as verduras da relva
- Cheio de ti, meu ser d'eflúvios impregnou-te!
Como o lilás e a terra onde nasce e floresce,
O bosque e o vendaval desgrenhando o arvoredo,
O vinho e a sede, o vinho onde tudo se esquece,
- Nós dois, d'amor enchendo a noite do degredo.
Como parte de um todo, em amplexos supremos,
Fundindo os corações no ardor que nos inflama,
Para sempre um ao outro, Eu e Tu pertencemos,
Como se eu fosse o lume e tu fosses a chama.
António Feijó
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10/27/2015 11:17:00 p.m.
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Marcadores: Dois, Eu e Tu, Indissolúveis
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10/15/2015 01:24:00 a.m.
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10/10/2015 08:34:00 p.m.
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Marcadores: Desassossego, Saudades, Silêncio, Solidão
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?
CECÍLIA MEIRELES, in ANTOLOGIA POÉTICA
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9/29/2015 09:18:00 p.m.
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Marcadores: (Re)começo, (Re)lembrar, (Re)mexer, (Re)viver, Acreditar, Apaziguar, Esperançar
O meu corpo
tombado na cama
como trigo vergado na eira
é um corpo
onde vadiou a chama
flamejante e altaneira.
Mas este corpo
não é ainda trigo ceifado
pois tem seiva, força, raíz
é apenas um corpo
saciado, em deleite e descansado
na eira dos corpos viris.
Vem, seduz o meu corpo
sorve a haste sob o lençol
sussurra uma doce cantiga
e verás o meu corpo
erguer-se aprumado ao sol
mostrando a força da espiga.
JOÃO MORGADO, in PARA TI (Kreamus, 2014)
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9/24/2015 02:48:00 a.m.
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9/19/2015 11:58:00 p.m.
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Marcadores: Angústia/Dor, Porquê?
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9/18/2015 09:08:00 p.m.
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Marcadores: (Re)começo, (Re)lembrar, Abraço, Amor, Paixão
Volta até mim no silêncio da noite
a tua voz que eu amo, e as tuas palavras
que eu não esqueço. Volta até mim
para que a tua ausência não embacie
o vidro da memória, nem o transforme
no espelho baço dos meus olhos. Volta
com os teus lábios cujo beijo sonhei num estuário
vestido com a mortalha da névoa; e traz
contigo a maré cheia da manhã com que
todos os náufragos sonharam.
Nuno Júdice, in 'O Movimento do Mundo'
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6/19/2015 01:15:00 a.m.
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Marcadores: (Re)começo, (Re)lembrar, (Re)mexer, (Re)viver, Vem, Volta a mim no silêncio da noite. Volta
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5/31/2015 05:29:00 p.m.
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FUNERAL BLUES (1936)
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crêpe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood;
For nothing now can ever come to any good.
W. H. AUDEN
Tradução proposta por: http://poesiailimitada.blogspot.pt/2006/01/w-h-auden.html
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5/31/2015 03:57:00 p.m.
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Marcadores: Amor, Poesia, Walt Whitman Auden
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1/29/2015 09:03:00 p.m.
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Marcadores: Afagos, Afectos, Amar, Amor, Saudade, Saudades, Silêncio, Silêncios
Pergunta-me
se ainda és o meu fogo
se acendes ainda
o minuto de cinza
se despertas
a ave magoada
que se queda
na árvore do meu sangue
Pergunta-me
se o vento não traz nada
se o vento tudo arrasta
se na quietude do lago
repousaram a fúria
e o tropel de mil cavalos
Pergunta-me
se te voltei a encontrar
de todas as vezes que me detive
junto das pontes enevoadas
e se eras tu
quem eu via
na infinita dispersão do meu ser
se eras tu
que reunias pedaços do meu poema
reconstruindo
a folha rasgada
na minha mão descrente
Qualquer coisa
pergunta-me qualquer coisa
uma tolice
um mistério indecifrável
simplesmente
para que eu saiba
que queres ainda saber
para que mesmo sem te responder
saibas o que te quero dizer
Mia Couto, in 'Raiz de Orvalho'
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1/27/2015 11:03:00 p.m.
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1/09/2015 11:48:00 p.m.
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"Não contes do meu
vestido
que tiro pela cabeça
nem que corro os
cortinados
para uma sombra mais espessa
Deixa que feche o
anel
em redor do teu pescoço
com as minhas longas
pernas
e a sombra do meu poço
Não contes do meu
novelo
nem da roca de fiar
nem o que faço
com eles
a fim de te ouvir gritar"
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1/09/2015 10:57:00 p.m.
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Marcadores: (Re)começo, (Re)lembrar, (Re)viver, Abraço, Abraços, Amassos, Arco-Íris, Aromas, Atrair, Laços
Bem vindos!
O lilás, nome vulgar dos arbustos do género Syringa, é da família Oleacea e por isso parente dos ligustros, jasmins, oliveiras e freixos, entre outros. A Syringa é arbusto europeu e asiático, de folha caduca cordiforme, flores perfumadas de 4 pétalas cor-de-rosa, azuis, roxas ou brancas unidas num tubo cujo início se detecta no centro mais escuro da flor, agrupadas em inflorescências como as do género Ligustrum; os frutos parecem vagens minúsculas, semelhantes às do sino-dourado (género Forsythia).