sábado, 16 de fevereiro de 2008

Um dia ...

Um dia,
não precisarei mais
de inventar dias claros
reflexo da intensa luminosidade
do teu doce e terno olhar...
Um dia,
também não terei mais
os sorrisos madrigais
fruto de jogos matinais,
com que quiçá me brindas,
quando me constróis
e me fantasias...
Também um dia,
não terei mais,
a agonia de me perder,
em sonhos triunfais,
desvelos sustidos,
em afagos sumidos,
nos nus lençóis engelhados,
em que derramo os fluídos
dos desejos mal contidos,
com que me convenço
e me espanto de ti,
encanto de mim,
dançando contigo...
Um dia,
tudo será eterno,
como este sentimento etéreo
que me envolve e cativa,
mas quase me aniquila,
no silêncio do meu peito,
neste aperto derradeiro,
que desperta, mal te penso,
que galopa, mal te ouço,
que me assusta, mal me deito...
Um dia... Seremos eternos?!

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