A vergonha
Com esforço arrebatado,
contive as revoltas,
nos rios abruptos,
cansados tumultos.
Estancando desejos,
desatei a tristeza,
entregando de bandeja,
as profundas ilusões
de desalentos traçados
e encantos reprimidos.
Em vão acreditei,
descrente, esperancei
e, desiludida, chorei.
Com pedra sobre pedra,
o sentimento soterrei,
na vergonha que senti,
tão só porque te amei
e tal não esqueci.

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