Um dia...
Um dia, faz tempo, fiz escolhas, em consequência do meu encanto por ti e do encantamento que foste para mim. Desde então envolvi-me num sonho, reagi ao convite expresso de ser, de voltar novamente a sorrir com plenitude, pela partilha a dois de um mesmo encanto, de uma chama feita lume especial, de cumplicidades e vontades tão ternas, assim mesmas verbalizadas e em aberto, ricas de sentido...
Um dia, aceitei a proposta e vivi o sonho, o teu encanto e o meu encantamento, a esperança de um dia poder ser mais do que um sonho. De um dia (ainda que longínquo), poder ser verdadeiramente eu, inteira, real, verdadeira...
Um dia, passado algum tempo, senti um mundo de frustrações, um enorme desencanto perante o que, sem compreender, se foi desmoronando, entretanto...
Mesmo assim não deixei de sentir o (intenso) sentimento que tanto despedaçou o quotidiano em que me fui arrastando, umas vezes desfeita, outras mais resignada admitindo que seria necessário passar por várias provações que no entanto, eram cada vez mais difíceis de suportar...
Hoje tenho dúvidas sobre a vida, a chama, o encanto, o sonho, a felicidade, a verdade...
Sei que os mas e os ses são intensos, de tão vorazes, de tão insurdecedoramente presos à sedução, ao desejo!...
Hoje ainda blasfemo quando te penso e desejo e descubro que tens tempo para tudo, ou melhor, quase tudo...
Sinto que não vale a pena sentir, esperar, confiar, acreditar... Afinal, parece que nada mais vale a pena...
Foste o príncipe deste meu recanto... Mas (e eis Mais um Mas, do tamanho do mundo que nos separa), penso (sinto) que não estás vivo...
Sofro por ter-me envolvido, por ter-me encantado, por te dar valor...
Quanta desilusão eu lamento!... Quanto lamento tamanha frustração...
Quanto lamento!...

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