quarta-feira, 9 de maio de 2007

Dói-me a espera ...

Queria ser capaz de perceber
como fazer sem me sobrepor,
sem oprimir ou sufocar,
sem ferir susceptibilidades,
com a garantia de ser apenas eu,
sem constrangimentos e sem mágoas...

Pensando em teu caminhar,
nessa labuta sem freio,
imagino-te cansado, tenso,
desfigurado e em silêncio,
só, apesar de acompanhado
e eu sem nada poder alterar...

Quem pudesse ser grilinho
e lembrar-te de mansinho
que o amor não se desbarata
se queremos um dia,
estar em plena harmonia,
depois de tão vasta bravata...

Hei-de amar-te assim, perdidamente
por tanto tempo da minha vida
que até duvido completamente,
que possa viver sem esta sina,
sem esta razão de ser, simplesmente...

Que loucura é esta minha vida,
este desassossego incontrolável,
que em cada dia me desafia, me aniquila
e me torna insaciável...

Dói-me a espera e a inércia,
tanto quanto o desejo e a distância...

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