Estulta solidão que me destróis...
Abraço a escolha inconsequente,
pela inglória esperança de ser
outro sentido, no cansaço do sentir
destituído de referenciais,
e de outras coordenadas,
supostamente alteradas,
completamente ultrapassadas,
pela cumplicidade prometida,
em sorrisos de ambiguidade,
ora demasiado atrevidos,
ora altamente recatados,
num puro esconde-esconde excitante,
premente de insinuação e desejo
camuflado, indefinido: "(in)assumido"?.
Estulta solidão que me destróis,
em passos aziagos e dementes,
fruto de inexistentes confissões
e de impensadas conjugações,
plenas de indesejáveis tormentos...

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