segunda-feira, 16 de abril de 2007

Que importa o tempo?!...

Neste estuário de margens
em que me espraio feita gozo,
colocando de lado a razão,
na reinvenção do fogo fátuo
que emerge do vulcão em erupção,
que fecunda o sentir,
dificilmente me controlo
e em vão me ignoro como querer,
feita acordes musicais,
campainhas e sinais,
que se escondem ao entardecer,
num aviso de subsistência
básico, essencial,
instintivo: permanência...

Quanta tristeza assimilada,
por pequenos nadas, desencadeada,
provocando tempestades tenebrosas,
desenhadas nas afrontas espantosas,
que engulo em cada porvir
e a que herculeamente,
procuro resistir, a cada instante...

Por quanto tempo?
Que importa o tempo!...

Sem comentários:

Bem vindos!

Arquivo do blogue