Que importa o tempo?!...
Neste estuário de margens
em que me espraio feita gozo,
colocando de lado a razão,
na reinvenção do fogo fátuo
que emerge do vulcão em erupção,
que fecunda o sentir,
dificilmente me controlo
e em vão me ignoro como querer,
feita acordes musicais,
campainhas e sinais,
que se escondem ao entardecer,
num aviso de subsistência
básico, essencial,
instintivo: permanência...
Quanta tristeza assimilada,
por pequenos nadas, desencadeada,
provocando tempestades tenebrosas,
desenhadas nas afrontas espantosas,
que engulo em cada porvir
e a que herculeamente,
procuro resistir, a cada instante...
Por quanto tempo?
Que importa o tempo!...

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