Passa o tempo, lentamente...
O calendário anda lentamente,
tresloucado, avança pacientemente,
pelos cantos recatados dos dias,
suportados nos corredores horários,
concentrados em minutos e segundos,
que reflectem outros voos,
outras escolhas potentes,
capazes e confidentes,
de ser, em cada novo evento,
novos amores...
E, eu rebento em desespero,
concentrada na minha dor,
à espera de dias melhores...
Destituida de querer,
apenas me sinto enlouquecer,
na jornada lúcida opressora
cansada da luta constrangedora
com que diariamente me confronto...
Tenho medo de não ter tempo
para te amar intemporalmente...

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