sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Ainda a Distância


Nu. Espaço fechado, abafado.
Preocupado: Outro.
Ausente, na presença do ser,
Presente na ausência do parecer...
Seguro? Cansado, marcado!...
Na solidão acompanhado,
eras um outro e o mesmo...
Foste assim ao entardecer,
num rompante, a desaparecer,
para o aconchego buscar,
noutro lugar.
Sim! Por que não?
Eras, numa expressão,
o ser, o desejo, a vida.
E, repentinamente a distância,
de novo, densa, prenhe, intensa:
tão depressa se esvai,
no reflexo do olhar,
a certeza do querer...

Em cada instante que flui,
na comunhão do crescer,
fica selado o prazer,
relegado para o sonho,
este meu tão bem querer...

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