domingo, 27 de abril de 2008

Espiral que confunde

A cada novo instante,
a distância
dolorosamente sentida,
desenvolve o vazio,
aprofunda o silêncio.
A solidão é mais intensa.
O rosto de cada manhã,
transporta no seio,
o gosto da saudade,
a tristeza de te não ver,
a dor de te não falar,
a inquietação de te não saber,
sabendo-te apenas ausente.
Aceitar a vida,
não me apazigua.
Deixa-me apenas resignada.
Às vezes (como agora),
enquanto o sono tarda
e teima em não me libertar,
a mágoa extravasa,
e minúsculas pérolas
de translúcido cristal,
desenham, silenciosas,
uma espiral,
que tanto me confunde.

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