Para quê?
Se fosse para me sentir melhor, seria bom.
Se fosse para adormecer, seria útil.
Se fosse para te esquecer, seria pertinente.
Se fosse para crescer, seria eficaz.
De nada vale perder-me em cada noite,
deixando-me branca de esperança e saudade.
De nada serve verter palavras,
senão o impedir o afogamento,
que as poças de lama preanunciam.
Para quê este repetido escrever
senão para me libertar
deste amgustiado sentir que tanto oprime
de tão intenso e improfícuo,
como de tão não correspondido?!

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