Que inferno?!...
Haverá pior inferno
do que este meu inferno?
Vira para lá, volta para cá,
na cama sem jeito,
coração apressado,
galopando no peito,
a arder, a arder,
da falta, da falta, da falta...
A cabeça às voltas,
o sono suspenso,
o sonho defeito...
Mil imagens passam pela cabeça,
soturnas algumas,
outras flashes fortes,
de ilusão desilusão,
de encanto e desencanto...
E volta que volta,
e vira e desvira
e o sono não vem,
neste inferno sem lei,
neste corpo com frio,
cansado empedernido,
esgotado da falta,
e do vazio...
Tudo sem sentido, sem sentido.
Às voltas na cama,
o escuro desvanece-se
num abrir e fechar de olhos,
qual inferno, amanhece:
o cansaço a doer,
o corpo a falhar,
a cabeça a arder,
a vontade a faltar...
Que inferno se compara
a este inferno meu
que tanto me desgasta?!

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