AMAR
"Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados
desceram lágrimas que não enxuguei,
E da minha boca fechada
nasceram sussurros
E palavras mudas que te dediquei..."
Mario Quintana
Pensamentos, Sentimentos, Inquietações, Dúvidas, Desafios e ... (tudo o mais que passe pelo meu entendimento e pelo meu coração...)
"Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados
desceram lágrimas que não enxuguei,
E da minha boca fechada
nasceram sussurros
E palavras mudas que te dediquei..."
Mario Quintana
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Violet
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10/10/2010 12:54:00 a.m.
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"Si grand soit le monde, si loin que je sois, à chaque seconde, moi, je pense à toi... Mais quand tout se voile...quand meurt le soleil, il y a notre étoile...là haut dans le ciel... Dis lui que tu m'aimes, en la regardant, je dirai je t'aime, à ce même instant..."
Era assim faz algum tempo... E hoje, como será? Valerá ainda?
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Violet
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8/02/2010 03:27:00 a.m.
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Violet
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7/19/2010 07:35:00 p.m.
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Escondida num imenso areal desértico,
de ausências densas de solidão,
albergando sentidos solipsistas
de irrespiráveis memórias,
reequaciono os segundos de ser,
que o viver, presente, concede ao pensamento,
no instante perplexo do amanhecer,
fruto de insónia irreverente.
Desnudados os afectos (im)possíveis
tornados carapaças de saudade
albergados em ínfima fímbria
de desejo incontornável de saber
a vida sob a égide da emoção
feita palavra e sedução,
se é ainda anseio cúmplice,
de amantes insanes de paixão
ainda e sempre em efervescente exaltação
de lembranças criativas solarengas
pródigas de cândida satisfação...
Ai como a vida passa, ao de leve,
nos minutos de glória, tempo
que a memória persegue, em vão...
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Violet
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7/14/2010 04:09:00 a.m.
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A vida. A sorte. O norte.
Um elo que se move,
um fio que se transcende,
que ruboriza o sentir.
É uma cadeia que se perde
e subsume no passar morno das horas,
nos silêncios dos segundos
que envolvem, nos envolvem...
É um frémito, um grito aflito
que agoniza mesmo antes de surgir,
um silvo que destabiliza
o infinito do ser:
Padecer, perecer...
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Violet
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6/27/2010 12:51:00 a.m.
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Soletro teu nome no silêncio de mim
enquanto deambulam cerejas,
num carrossel de sabores diáfanos,
memórias de branco acetinado
dos macios e quentes leitos,
guardiães de sonhos e desejos
com que inocentemente te amava .
Aí despertaram voluptuosas fantasias
inusitadamente travadas,
(por medo, dizes tu...)
São sombras de um LUAR de prata
encastrado num futuro incerto,
inesperado, escondido e desvelado,
em sussurros de vidas intrincadas
que hoje nos damos,
fazendo-nos promessas de amor...
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Violet
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6/06/2010 04:55:00 a.m.
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Suspensa em etérea espera,
de inesperada lambra
em aconchego improvável,
desacerto acertado,
sem culpa ou mácula,
ou controvérsia consciência
de ser e acontecer
sou, sem lei, utopia.
Com inolvidável esperança
no inteiro desapego do dizer,
com o desejo incontornável
do querer que transborda e se anula,
no vazio da verdade que se inventa,
segue imberbe o tempo,
deslavado trapaceiro,
escondendo os segundos
e os silêncios,
na ilusão do possível,
num inviável esteio, requerido,
em inegável enleio,entretecido.
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Violet
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4/06/2010 02:24:00 a.m.
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Apostada no desfrutar
dos pequenos nadas quotidianos,
maria anula a chama,
projectando-se
na trama da saudade,
que na vida reproduz...
Vai olvidando o desejo
que ecoa
na imaginação dum beijo,
claro fogo de paixão
dum puro e eterno enleio,
Amor de seu coração...
E, num ínfimo relampejo,
insiste em se confundir
numa triste simetria
sua veia declarada,
que ousadia,
tão longamente usada,
de envergonhada poesia...
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Violet
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3/29/2010 02:50:00 a.m.
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Marcadores: Saudade
De soslaio olhando o mundo,
destemido, o querer se ensombrece,
frente ao amanhecer em devir
que acontece e desfalece,
sem certeza de futuro...
É a esperança que fenece,
no assombro da labuta.
A obrigação feita dever,
num ter-de-ser incontornável,
exige a anulação do querer,
que se isola e amofina
e se adensa,
numa perda de vontade
do que anima, vivifica.
Sem desespero expectável,
a saudade enclausura,
inflinge dor,
sem limite e sem permuta,
numa descrença infinita...
Resvala o sentir, para o pensar,
e a tristeza explode,
na certeza do querer profundo,
que soçobra à força bruta do mundo,
na fraca esperança dum viver melhor...
Num suspiro de incerteza, compungido,
o real submerge o sonho,
como num acto de contrição...
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Violet
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3/08/2010 03:49:00 a.m.
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"Deus! Tão ingénua!...
Chega a ser estúpida de ingénua..."
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Violet
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3/05/2010 04:20:00 a.m.
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Dormência. Decadência
Fosforescência.
A permanência da ausência,
na urgência do querer,
no desejo e no sentir.
A inteligência na incumbência.
A falência de e do poder.
A aparência de ser.
A ignorância do saber.
A demência: premência.
A insistência: indulgência.
Incoerência inconsistente.
Incongruência. Insolvência...
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Violet
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2/11/2010 12:44:00 a.m.
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Na música te escondes de dia,
como as palavras (nostalgia),
nos silêncios se concentram,
de tempo e lamentos.
Do tempo das palavras
que se transformam, imberbes,
no deslindar do encontro,
na (consentida) avenida,
de vida e de saudade, vivida.
De tempo com tempo
na presença da memória,
cuja ausência determina a aurora,
do nosso amor, agora.
Celebração de abraços
nos amassos devassos que nos ofertámos,
desejos sedentos,
de esperas e quimeras inebriados.
Alentos que intensificámos.
Palavras ao vento,
poesia e tanto.
E sempre lamentos, palavras e tempo...
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Violet
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1/24/2010 02:48:00 a.m.
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Violet
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1/23/2010 03:42:00 a.m.
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Este é o orvalho dos teus olhos.
Esta é a rosa dos teus vales.
O silêncio dos olhos está no silêncio das rosas.
Tu estás no meio,
entre a dor e o espanto da treva.
Arrancas-te ao mundo e és a perfumada
distância do mundo.
Chego sem saber, à beira dos séculos.
Despenho-me nos teus lagos quando para ti
canta o cisne mais triste.
O pólen esvoaça no meu peito, junto às tuas
nuvens.
Esta é a canção do teu amor.
Esta é a voz onde vive a tua canção.
As tuas lágrimas passam pela minha terra
a caminho do mar.
José Agostinho Baptista - nasceu no Funchal em 1948
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Anónimo
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1/21/2010 04:16:00 a.m.
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Soube tão a pouco. Como o doce
que sempre estamos dispostos a repetir,
como a água que devoramos na canícula do estio
ou no sufoco do deserto.
Valeu a infinitude. A medida do mundo.
A certeza do querer, na vontade de ser.
O aconchego na "madrugada" de Inverno.
Renovar, redizer, redescobrir, reviver,
no olhar que enternece,
no sorriso que regala e abastece.
Reduzir a saudade a um esgar, a uma nesga.
Registar o amor, no silêncio, de mãos dadas.
Capaz de energizar cada novo acontecer,
foi nossa entrega: rendição...
Nos interstícios do encontro,
a rescisão da distância,
num placebo encantamento.
Activado o balsâmico odor dos eus,
cujas endorfinas ameaçam revoluções,
conjugámos as línguas, em várias dimensões,
fomos amados amantes até no adeus
(que não foi senão um perene até depois),
numa enfeitiçante presença ausência,
que faz perdurar miríades,
capazes de eternizar ecos, distantes,
sinfonias de sabores estonteantes.
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Violet
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1/14/2010 03:56:00 p.m.
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Acalenta-me, agasalha-me, ameiga-me,
adoça-me, amima-me, abraça-me.
Sobretudo, não me magoes. Ama-me.
Não deixes que as ausências se instalem,
por muito que o tempo seja curto...
Ata os nós que se estão desatando
na borrasca de um tempo inacessível,
na inclemência do vão que se aperta,
na braveza dos conclaves que se inventam...
Encara o real que se esgota dia-a-dia,
como um manancial de possibilidades
que ao não serem aproveitadas ao milímetro,
apenas corrompem, qual ferrugem,
as estruturas alicerçadas do desejo...
Ameiga-me esta certeza do nada,
este vazio aniquilador do entusiasmo,
esta negretude opaca que sufoca...
Não te afastes de mim, nem pelo silêncio.
O nó que ele provoca, não me deixará respirar.
Não te ausentes de mim, por tanto tempo,
porque me afogo...
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Violet
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1/08/2010 02:58:00 a.m.
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Esconjuro os limites
do meu querer espartilhado.
No braseiro da minh'alma,
nos interstícios do meu ser,
na membrana da minha consciência,
da minha vontade, ferida,
da minha memória, sofrida,
enxoto, escorraço, afugento
esta tendência abrupta,
intrínseca,
de me sentir menor.
Expulsar este demónio,
ousar ser gente.
Antever na infinita certeza
de me saber igual e sentir princesa.
Afastar, espantar, repelir
o estigma da menoridade
que corrói as entranhas
do meu sentir com insistência
é coragem tamanha de força
e desejo valente
que hei-de conseguir e vencer,
para poder finalmente voar.
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Violet
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1/05/2010 05:23:00 a.m.
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No etéreo presente do meu diário
reencontro os abraços ora desfeitos,
perpassando nas palavras proferidas.
Teço teias de fantasias,
nos cantos da mansão
em que escondo meus anseios.
Reconheço nos silêncios
apenas cansaços da ausência dos abraços.
E nas desfolhadas páginas brancas,
encontro versos de amor
em espera inventada, desgastada.
No segredo do meu ser transido,
vislumbro-te em cada esquina do meu corpo,
como se fosses mais do que uma ilusão.
Escrevo-me, pincelando penumbras.
Reencontro a fimbria do desejo,
de reconhecer-te real, ainda,
para além do meu imaginário...
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Violet
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1/04/2010 04:29:00 a.m.
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Apeteces-me. Tanto como o aconchego do leito em que te lembro, como a luz do sol no quente entardecer do estio...
Apeteces-me. Sumarento e fresco, presença forte,enebriante, qual néctar ingerido ao som de MOUSKOURI . Apeteces-me. Tanto quanto uma taça de champanhe saboreado sem pressas, já que o tempo é longo e tanto.
Desalento quando o pensamento te traz saudade e desperta nas curvas do passado o eterno silêncio que brada o sentido e o ser no espaço infinito de um acontecer inventado, se define no sabor dos beijos inesquecíveis que acalento. Memória da minha lembrança de nós.
Espero-te,encostada aos dias, devorando nadas que ora me distraem, ora me levam de novo a ti em passos densos, lentos. Através de MOUSKOURI ainda. E sempre, nós.
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Violet
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1/03/2010 02:44:00 a.m.
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Bem vindos!
O lilás, nome vulgar dos arbustos do género Syringa, é da família Oleacea e por isso parente dos ligustros, jasmins, oliveiras e freixos, entre outros. A Syringa é arbusto europeu e asiático, de folha caduca cordiforme, flores perfumadas de 4 pétalas cor-de-rosa, azuis, roxas ou brancas unidas num tubo cujo início se detecta no centro mais escuro da flor, agrupadas em inflorescências como as do género Ligustrum; os frutos parecem vagens minúsculas, semelhantes às do sino-dourado (género Forsythia).