Sintonia

Foi mais forte!... Senti que algo se transformava. Era o sentimento partilhado, a empatia solidária. Energia extravasando, sulcando pontes e a instalar-se no eu e no outro...
Fui mãe, irmã, amiga...
Havia revolta nos olhos que queriam fazer-se fortes escondendo a sua doçura, a sua doce ternura, a sua jovialidade/ingenuidade, não querendo dar parte de fraco. Foi-se entregando aos poucos nas lágrimas que saltavam das iris, quais rios galgando as margens... E, de rosto escondido, ainda descrente, soluço entrecortado, deu vazão à emoção, assumindo a fraqueza: a sua humanidade.
Quanta ternura necessária para a revolta sair sem gritos para se instalar a harmonia e a serenidade.
Foi então e de novo o mesmo menino que um dia se deu, feito homem, e esperou clemência vinda de um qualquer Deus menor, de uma força vinda não sei de onde...
Que fazer então? Aceitar!... Perder e ganhar, são apenas duas faces da mesma moeda...
Mas...
Como alterar as rotinas, o desassossego instalado, o caos acomodado?
Como ganhar o acerto de forma mais clara, mais consciente, mais persistente?
Como destronar a miséria escondida, a ignorância velada, a tristeza profunda?
Como abrir sorrisos, despertar alegria, luz e brilho nas janelas da alma? 
E, que super-homem ou herói poderá responder a estas e outras perguntas não menos pertinentes?!
