quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Ternura

Quisera numa ternura ímpar,
lançar meus dedos na descoberta do corpo,
flor desabrochando pétala a pétala,
num doce defluir de sons musicais,
perpassando sentimentos, emoções, memórias,
em percursos traçados, descobertos,
arrastados e envoltos em mistério,
em neblinas matinais, desvendados,
encontrando tuas mãos macias e serenas,
prontas a dar ternura e afagos perfumados...

E, sentir o louco bater da inquietude,
do toque que senti sem o ter,
do colo que antevi presente na ausência de ser,
afagos que, num aconchego virtual, imaginei,
fantasiando segredos e cumplicidades
nos sorrisos, a medo espreitando,
qual vereda de encanto e saudade.

À distância de um olhar,
encosto-me à presença ausência
do oásis (pre)visto,
da acalmia pressentida...

Bem vindos!

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