quarta-feira, 30 de maio de 2007

Resilientes

Depositar beijos de chocolate,
despertar singelas emoções,
cativar e sentir
o desejo subir,
nas carícias abandonadas
aos refegos,
nos segredos,
em acervos de excitação...
Esperas despertas do adormecido hibernar,
despoletam torpores,
rubores de acesa paixão...
Em serenos sobressaltos,
descalços,
sentindo, plenos,
os sabores do asfalto,
os odores da terra
sob a penetração
da chuva húmida,
acordando o frenesim,
carmim da sedução...
Deixa-me soprar-te ao ouvido
sons perscrutados,
sabores amados,
em afagos desejados,
compartidos,
ávidos,
projectados em acção...
Resilientes,
plenos no momento,
deuses alados,
rejuvenescidos,
enaltecidos,
retemperados,
absolutamente humanizados:
Satisfeitos, serenos, livres...

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