quarta-feira, 2 de maio de 2007

Emurcheci...

Mirrando: o desejo.
Encolhendo: o sentir.
Murchando: o fogo.
Definhando: a vida...

Encapsulada, hibernei
com fingida calma,
numa aceitação imposta,
impávida, inglória...
Na ausência de um feed-back
caminhei por ruelas abrasivas,
em vão descortinando razões
que a emoção escamoteou,
e com dureza, abafou...
Debilitada, emurcheci.
Sem a ânsia da espera,
com a desdita da quimera,
tornada utopia inerte,
ao retirar o véu do peito,
descubro em vão despeito
vislumbrando o desalento
com que me ergo,
exausta de esperança,
esventrada, exaurida...
Terei de sobreviver,
ganhar asas e voar,
esquecer, desprezar...

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