sábado, 5 de maio de 2007

Presente ausente


Vejo o presente,
e nele invento o futuro,
enquanto tu ouves o mar
e nele, o marejar da corrente,
o vai-vem das marés,
a bruma nas cristas das ondas
escondendo a verdade
amarfanhada, escamoteada.
Vejo o presente,
e nele relembro o passado,
o fogo fátuo, estulto
de um sentir sombra,
querer aparência,
transposta em máscara
obscenamente trivializada,
insensatamente negada,
falseada na intenção...
Eis-me fruto ressequido,
aprumado mas castrado,
brioso mas consumido:
Reçachado, naufragado...

Sem comentários:

Bem vindos!

Arquivo do blogue