segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Que vazio é este?

Vácuo, vacuídade...
Mesmo quando o eco soa,
ainda sonoro e forte,
preso às vísceras,
no interior do corpo,
desconexo, caótico.
Vazio ainda mesmo,
quando no refúgio,
empresto serenidade
ao desacerto natalício,
ao desengano apressado,
dos dias que se esgotam
no gostar d'outro em ti...
Ainda olho ontem
para ver-te destemido,
arrojado face ao perigo,
valente e humano...
Hoje, o espelho devolve
o reflexo disforme,
a veleidade do ser,
num parecer íntegro,
que quero reter...

Mas, que vazio é este
que (pre)sinto persiste?!...

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