domingo, 16 de dezembro de 2007

Soa eco repetido de mim

É o eco que no grito,
repete o mágico mito
da esperança soalheira,
que no entardecer outonal
se gorou de expectativa
e tremeu de desdita,
acabrunhada, desfeita...
Repetindo-se o som,
na profundeza do ser,
ecoa em efeito tic-tac,
destemido feito Balzac,
esperando o amanhecer...
Soa eco repetido de mim
neste indo inseguro,
reinventado a mãos de cetim,
nas carícias virtuais
que a imaginação de ti
tece em silêncios actuais...

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