Conto as horas...
Perdida numa noite de insónia,
mal dormida, mal parida,
cansada de ti, fantasma de mim
que insiste, persiste, resiste...
Conto as horas
nos ponteiros luminosos,
que em frenesim,
galopam madrugada fora,
envolvendo o pensamento
num abraço sedento,
da tua presença memória...
E sinto-te ainda assim,
meu amado querubim,
meu desejo fascínio,
cujo encanto me namora...
Não dou por perdida a noite
porque te penso e me envolves,
em predilectos recantos,
de húmidos espasmos lassos,
de cansaço enebriante,
onde te surpreendo amante,
pleno de tão profundo encanto...

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