sexta-feira, 20 de abril de 2007

Sonho, melancolia...

Nos artefactos disfarçados,
deixados em desalinho
envoltos em dedicação;
Nos tons aconchegantes
que reinvento
quando, em cada momento,
relaxo em teu amplo abraço
que me envolve e me aquece;
Nas veredas redesenhadas,
de acordes, sintonias,
reflexos de outras vidas;
Nas conversas repetidas
de razão e desrazão,
que retornam ao âmago
do sentido não dito,
para não ser conflito,
interno e externo, predito;
Sou deslize e atrevimento
que expresso num lamento,
de serena e profunda afeição;
Seiva branda em movimento,
sou devir, saudade, aceitação,
encantamento que inebria
arrebatando a razão,
que se inunda e me confunde,
ensombrando o coração...

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