domingo, 22 de abril de 2007

A espera adiada e a vida suspensa

Viver o frenesim da espera adiada,
é construir castelos de espuma
na avalanche da vaga oceânica,
na vida entretanto suspensa,
entre parêntesis colocada.

É semear inúmeros grãos
de ofuscante e fresca luminosidade,
tornados efusivo movimento,
puro desejo de liberdade.

É lutar contra a corrente,
encetar batalhas inconsequentes,
fruto de brigas inconsistentes
que a consciência se auto-impõe,
em detrimento da seren(idade),
que a autor(idade)pressupõe.

É viver no fio da navalha,
esperar o tudo e o nada,
em cada dia de agonia,
e de esperança truncada,
mas ainda viva, reafirmada.
Eis-me (ainda) presa a um sonho
a um ideal de realização,
a uma esperança diáfana,
à certeza de que o amor
é verdade sublime,
é eterno bem-querer,
é abnegação total,
é acreditar para além do possível,
muito para lá do visível,
do âmbito do indizível...

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